
Ativos na gravidez: por que cautela e orientação médica vêm primeiro
Vinícius Durvalino de Souza · 3 min
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Poucos ativos têm tanto respaldo na dermatologia quanto os retinoides. Derivados da vitamina A, eles aparecem em uma faixa ampla de produtos, de cosméticos a medicamentos, e justamente por isso geram tanta dúvida sobre como usar com segurança.
Retinoides é o nome de uma família de derivados da vitamina A. Eles atuam na renovação celular e na função da pele, e por isso são estudados em diferentes contextos, como textura, sinais de envelhecimento e acne. A potência e a indicação variam bastante entre os diferentes representantes dessa família.
Ativo
Família de derivados da vitamina A, presente em cosméticos e em medicamentos. As formulações variam em potência, e algumas exigem prescrição.
Benefício: Estudados para renovação da pele, textura e sinais de envelhecimento, com forte respaldo na literatura quando bem indicados.
Os retinoides podem causar vermelhidão, descamação e sensibilidade, sobretudo no início. A introdução gradual, em concentração e frequência adequadas, ajuda a pele a se adaptar e reduz o desconforto. Começar devagar costuma ser mais inteligente do que acelerar e ter de interromper.
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Existe um fenômeno conhecido informalmente como período de adaptação, em que a pele pode parecer pior antes de melhorar, com descamação e irritação. Saber que isso pode acontecer ajuda a não abandonar o processo no primeiro susto, mas também não significa que qualquer reação deva ser tolerada. Irritação intensa, ardência persistente ou feridas são sinais de que algo precisa ser reavaliado, de preferência com quem indicou o produto.
Pele em uso de retinoides tende a ficar mais sensível ao sol, então a fotoproteção diária deixa de ser opcional e passa a ser parte essencial da rotina. Esse é um dos pontos em que a orientação profissional faz diferença. Usar um retinoide e abrir mão da proteção solar é, na prática, trabalhar contra o próprio objetivo.
Outro cuidado é evitar empilhar o retinoide com vários outros ativos potencialmente irritantes ao mesmo tempo, como ácidos e esfoliantes físicos. A combinação aumenta o risco de comprometer a barreira e gerar justamente o desconforto que faz tanta gente desistir. Quando o assunto são retinoides, simplicidade e paciência costumam ser as melhores companhias.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um dermatologista. A indicação, a concentração e a forma de uso de retinoides devem ser individualizadas por um profissional.
Boa parte das histórias de frustração com retinoides tem a mesma origem: o uso intenso logo de início, sem adaptação. A pele descama, irrita, e a conclusão precipitada é a de que o produto não serve. Na maioria das vezes, o problema não é o ativo, e sim o ritmo. Quando a introdução respeita a tolerância da pele, com frequência reduzida e quantidade pequena, a experiência costuma ser bem diferente, e a permanência no longo prazo se torna viável.
Vale lembrar, ainda, que resultado com retinoides é assunto de meses, não de dias. É um ativo que recompensa a constância. Quem entende isso de antemão tende a ter expectativas mais alinhadas e a desistir menos no meio do caminho.
Bem indicados e introduzidos com paciência, os retinoides são aliados respeitados. A pressa, aqui, costuma trabalhar contra.