Metodologia

Como escolhemos
o que escrever.

Não há fórmula mágica. Há método, repetido com paciência.

A primeira pergunta que fazemos diante de uma pauta é simples e quase nunca é feita: isso resolve algo para o leitor, ou resolve algo para uma marca? Se a resposta da segunda parte for sim, a pauta morre na reunião.

Como uma pauta nasce

Toda matéria começa em uma de três origens. A primeira é a consulta clínica: uma das dermatologistas do conselho relata uma dúvida que vem se repetindo no consultório nas últimas semanas — e isso vira pauta. A segunda é a leitura de literatura científica: revisões, ensaios clínicos randomizados ou meta-análises que cruzam a mesa da equipe editorial são sinalizadas e, quando relevantes, viram matéria. A terceira é a carta dos assinantes — o canal mais subestimado de qualquer redação.

Como uma pauta vira matéria

Depois da decisão de pauta, a redação separa as fontes primárias: artigos científicos, monografias, fichas de segurança (CIR, SCCS), além da audição de pelo menos duas dermatologistas do conselho. Em paralelo, o diretor científico revisa os dados e marca os pontos onde a evidência é fraca ou disputada. Esses pontos viram parágrafos no texto — não somem.

Revisão e ressalvas

Toda matéria passa por duas revisões antes de ser publicada: uma de português e estilo (responsabilidade da editora-chefe) e uma técnica (responsabilidade do diretor científico, com apoio da dermatologista citada). Quando há divergência entre literatura e prática clínica, registramos as duas e explicitamos.

Nenhum ingrediente é “melhor”. Cada um é melhor para alguma coisa, em alguma dose, com algum risco. Nosso trabalho é dizer qual coisa, qual dose, qual risco.

Conflitos de interesse

Não aceitamos brindes. Não fazemos parceria com marca. Não rodamos display ad. Nossa receita vem de cartas pagas (assinantes) e de publicidade contextual sinalizada — sempre identificada com a tag Publicidade no título, sem interferência editorial. Quando recomendamos um produto, o recomendamos porque pagamos pelo produto e testamos. Quando criticamos, idem.

Quando erramos

Erramos. Quando erramos, corrigimos no próprio texto, com nota datada no rodapé. Para erros de fato científico, a correção vem com a justificativa metodológica. Pele não dá direito a voltar atrás, mas texto dá.